Quase cinco anos depois da morte de Jennifer Eduarda da Cruz Blimblem, de 18 anos, a Polícia Civil de Avaré efetuou uma nova prisão no inquérito. Na manhã desta quarta-feira (19), uma mulher de 24 anos foi detida por agentes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) por ordem judicial. Ela é apontada como a terceira integrante do grupo que teria participado do homicídio ocorrido em setembro de 2021.
Dois homens, de 23 e 28 anos, já estavam presos desde sábado (15). Com a captura da suspeita, todos os nomes identificados pela investigação encontram-se em regime de prisão temporária enquanto a polícia reúne provas para individualizar a conduta de cada um.
Prisões e condução da investigação
Mandado temporário ampara captura
A prisão da jovem foi autorizada pela Justiça após pedido da DIG, que relatou avanço nas diligências e necessidade de evitar interferência no curso das apurações. O mandado tem prazo inicial de 30 dias, podendo ser prorrogado se a autoridade policial considerar imprescindível para a conclusão do inquérito.
Suspeita já era investigada
Segundo os delegados responsáveis, a mulher figurava como investigada desde as primeiras etapas do caso. Novos depoimentos e laudos técnicos, porém, apontaram indícios de que ela teria participado diretamente das agressões contra Jennifer e ajudado na remoção e ocultação do corpo em uma área rural de Avaré. Diante desses indícios, a DIG pediu a prisão temporária para aprofundar a análise de celulares, redes sociais e demais elementos apreendidos.
O crime que chocou Avaré em 2021
Desaparecimento e localização do corpo
Jennifer desapareceu na noite de 24 de setembro de 2021 depois de sair com os três suspeitos. Seis dias mais tarde, produtores rurais encontraram o corpo da jovem em uma estrada de terra a poucos quilômetros do perímetro urbano. A identificação foi confirmada pela família no Instituto Médico-Legal (IML).
Laudo aponta traumatismo craniano
O exame necroscópico concluiu que a vítima morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico causado por instrumento contundente. A constatação eliminou hipóteses iniciais de acidente e reforçou a linha investigativa de homicídio qualificado.

Imagem: Internet
Reviravolta nas apurações
Denúncias anônimas reacendem caso
Apesar de instaurado em 2021, o inquérito ganhou novo fôlego entre 2025 e 2026, quando a delegacia recebeu denúncias anônimas que descreviam a dinâmica do crime, o local exato das agressões e a possível motivação. A partir desses relatos, investigadores retomaram oitivas, confrontaram versões antigas e realizaram perícias complementares em vestígios preservados.
Diligências em curso
Além dos depoimentos, a polícia requisitou análise de dados extraídos de aparelhos celulares recolhidos recentemente, bem como a reprodução simulada dos fatos no ponto onde o corpo foi localizado. Essas etapas devem ajudar a esclarecer se houve premeditação, qual papel cada suspeito cumpriu na morte e quem comandou a execução.
Próximos passos da DIG
Com os três investigados sob custódia, a DIG pretende concluir as diligências pendentes nas próximas semanas. O relatório final do inquérito será enviado ao Ministério Público, que decidirá sobre a oferta de denúncia à Justiça. Caso surjam novos envolvidos, a polícia já sinalizou que solicitará outras medidas cautelares.
Enquanto isso, familiares de Jennifer aguardam uma solução definitiva para o caso que mobilizou moradores de Avaré e reacendeu debates sobre violência juvenil no interior paulista.
