Disputa pelo Senado em SP reúne 13 pré-candidatos por duas vagas em 2026

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    Com duas cadeiras disponíveis e mandatos de oito anos em jogo, São Paulo abre uma das corridas eleitorais mais concorridas de 2026: treze pré-candidatos de 12 legendas diferentes já foram anunciados para o Senado. De empresários a sindicalistas, a lista expõe a diversidade política e social do estado.

    Os partidos têm até 15 de agosto, às 19h, para formalizar os registros na Justiça Eleitoral. Até lá, alianças podem mudar, mas o tabuleiro atual indica uma disputa plural, que une veteranos de Brasília e novatos na política institucional.

    Como funciona a escolha de senadores em 2026

    Ao contrário da eleição para deputado, em que o eleitor vota apenas em um candidato, o pleito de 2026 para o Senado em São Paulo permitirá a seleção de dois nomes. As duas pessoas mais votadas assumem os cargos a partir de 2027. O sistema é majoritário simples: basta alcançar a primeira ou a segunda colocação para garantir o mandato.

    Quem são os 13 pré-candidatos paulistas

    André do Prado (PL)

    Atual presidente da Assembleia Legislativa, o ex-prefeito de Guararema faz sua primeira tentativa em uma disputa majoritária. Com quatro mandatos consecutivos como deputado estadual, André do Prado, 57 anos, busca capitalizar o apoio da base do governador Tarcísio de Freitas dentro do Partido Liberal.

    Dra. Eliana Ferreira (PSTU)

    Advogada trabalhista e militante histórica do PSTU, Eliana Ferreira volta à urna apostando em uma plataforma voltada a direitos dos trabalhadores e críticas à classe política tradicional. Ela já disputou outros cargos pela sigla e, em 2026, representa novamente a legenda de extrema esquerda.

    Ednelson Cesaretti (PCO)

    Professor da rede municipal paulistana, Cesaretti carrega a bandeira do Partido da Causa Operária. Propõe, entre outros pontos, a extinção do próprio Senado e o reforço da Câmara dos Deputados, argumento central do programa do PCO.

    Geraldo Rufino (Podemos)

    Empresário que transformou um desmanche de caminhões em negócio milionário de reciclagem veicular, Rufino estreia na política partidária. Autor de livros motivacionais, ele coloca a trajetória pessoal como vitrine para defender empreendedorismo e inclusão social.

    Guilherme Derrite (PP)

    Capitão da reserva da PM e ex-secretário da Segurança Pública, Derrite, 41 anos, deixa a Câmara dos Deputados para tentar chegar ao Senado. Filiado ao Progressistas, aposta no discurso de segurança e no vínculo com a tropa da Rota, onde atuou durante a carreira militar.

    Maíra de Souza (UP)

    Professora da rede estadual, Maíra representa a Unidade Popular e sustenta uma campanha ancorada em educação pública, moradia digna e socialismo. É a primeira vez que o partido, criado recentemente, apresenta chapa própria para o Senado em São Paulo.

    Márcio Alves (UP)

    Companheiro de legenda de Maíra, o metalúrgico Márcio Alves ganhou visibilidade em movimentos de moradia e no MLB. Militante desde 2008, o sindicalista pretende levar as pautas urbanas e trabalhistas ao debate no Congresso.

    Marina Silva (Rede)

    Ex-ministra do Meio Ambiente e três vezes candidata à Presidência, Marina, 68 anos, mudou o domicílio eleitoral para São Paulo em 2022, quando foi eleita deputada federal. Deixa o ministério que reassumiu no governo Lula para tentar retornar ao Senado, agora pelo maior colégio eleitoral do país.

    Petter Maahs (PCB)

    Doutor em Educação e diretor de escola em Cubatão, Maahs veste a camisa do Partido Comunista Brasileiro. Defende políticas de valorização do magistério, investimentos públicos e ruptura com o teto de gastos, seguindo a cartilha marxista do PCB.

    Ricardo Salles (Novo)

    Ex-ministro do Meio Ambiente da gestão Jair Bolsonaro, Salles trocou o PL pelo Partido Novo e mantém o discurso liberal aliado a pautas de agronegócio. Deputado federal desde 2023, tenta recuperar terreno após deixar o cargo no Executivo em meio a críticas internacionais sobre a Amazônia.

    Simone Tebet (PSB)

    Candidata à Presidência em 2022 e ex-ministra do Planejamento, Tebet, 56 anos, mudou-se para São Paulo para encarar a disputa. Conhecida pela atuação em CPIs e negociação de pautas econômicas, ela traz a experiência de senadora por Mato Grosso do Sul e aposta no eleitorado moderado.

    Soninha Francine (Cidadania)

    Jornalista e ex-apresentadora da MTV, Soninha iniciou a carreira política em 2004 como vereadora. Ao lado da federação PSDB-Cidadania, busca espaço no centro progressista, destacando temas de assistência social, juventude e cultura.

    Weller Gonçalves (PSTU)

    Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Weller defende nacionalização do sistema financeiro e redução da jornada de trabalho. A campanha mira a representação direta da classe operária dentro do Congresso.

    Próximos passos do calendário eleitoral

    Com a janela de registros aberta até 15 de agosto, as siglas ainda podem definir suplentes, ajustar coligações e, em casos extremos, substituir nomes. A Justiça Eleitoral analisará eventuais impugnações, e a propaganda de rádio e TV começará em setembro. A votação ocorrerá em 4 de outubro de 2026; se não houver indeferimentos, os dois mais votados assumem em fevereiro de 2027.

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.