Bebê sequestrada em Campo Grande é resgatada no Paraguai e fica sob tutela em MS

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    A pequena Ayla Emanuelly, de apenas um mês, voltou ao Brasil na madrugada deste domingo (9) depois de ser localizada numa casa em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com Ponta Porã (MS). O Conselho Tutelar assumiu a guarda provisória da menina, considerada saudável e fora de perigo, enquanto a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul aprofunda as investigações sobre o sequestro consumado três dias antes em Campo Grande.

    No imóvel onde a criança estava foram presos os brasileiros Weliton Aparecido Lopes dos Santos e Suzilaine da Graça Costa. Eles serão transferidos ainda hoje para território sul-mato-grossense, onde prestarão depoimento à Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). Telefones, documentos e um carro recolhidos na operação devem ajudar a traçar a rota percorrida pela bebê e a identificar outros envolvidos no crime.

    Resgate internacional mobiliza forças dos dois países

    A busca começou logo após o desaparecimento ser registrado na quinta-feira (6). Agentes da Depca cruzaram dados, checaram câmeras e receberam informações que indicavam a travessia da fronteira. Com base nesses indícios, a Polícia Civil acionou o mecanismo de cooperação com as autoridades paraguaias, que por sua vez destacaram equipe do Comando Bipartito de Pedro Juan Caballero, do Grupo Antissequestro (DAS) e da Direção de Polícia do Amambay.

    Por volta da 1h15 deste domingo, os policiais paraguaios entraram no endereço suspeito, encontrando Ayla dormindo em um dos cômodos. O atendimento médico inicial confirmou que ela não sofreu ferimentos aparentes. Em seguida, a menina foi repatriada por veículo oficial até Ponta Porã, onde passou a noite sob vigilância de conselheiros tutelares.

    Primeiro uso do Amber Alert em Mato Grosso do Sul

    Para acelerar a localização, o Ministério da Justiça acionou na sexta-feira (7) o Amber Alert Brasil, sistema de disparo de mensagens de emergência sobre desaparecimento de crianças. Foi a estreia da ferramenta no estado e, segundo a Depca, contribuiu para ampliar a difusão de fotos e gerar novas denúncias que alimentaram as diligências.

    Quem são os presos e qual a acusação inicial

    Weliton Aparecido Lopes dos Santos e Suzilaine da Graça Costa, ambos brasileiros, foram autuados em flagrante pela legislação paraguaia e agora responderão à Justiça brasileira por sequestro e cárcere privado. Na casa revistada, os dois cuidavam da bebê sem apresentar documentação ou justificativa plausível para a guarda da criança.

    Além do casal detido em Pedro Juan Caballero, um terceiro suspeito foi capturado em Campo Grande no sábado (8). Ele é apontado como proprietário ou responsável pela residência onde a família da vítima foi levada inicialmente. A Justiça converteu o flagrante dele em prisão preventiva durante audiência de custódia realizada neste domingo.

    Passo a passo do sequestro

    De acordo com o depoimento da mãe de 17 anos, tudo começou quando ela conheceu uma mulher em um grupo on-line de venda de roupas infantis. A suposta compradora ofereceu R$ 100 para que a adolescente cuidasse da filha dela por algumas horas. Convencida, a jovem foi até uma casa no bairro Universitário, em Campo Grande, acompanhada da irmã de 12 anos e da bebê Ayla.

    Ao chegar, encontrou cerca de dez homens no local. A mãe relatou ter sido ameaçada com frases como “vocês serão jogadas em um buraco” caso se recusassem a entregar a criança. Pressionada, entregou a filha e deixou o endereço por volta da 1h da madrugada de sexta-feira (7). O celular dela também foi levado, dificultando o pedido imediato de socorro.

    Somente algumas horas depois, familiares procuraram a polícia e o caso passou a tramitar como sequestro. A partir daí, investigações revelaram que a vítima fora transportada rumo à fronteira, possivelmente em mais de um veículo. A Depca conta agora com imagens e registros de pedágios para mapear esse trajeto.

    O que já se sabe sobre a motivação

    Embora ainda não haja versão oficial sobre o objetivo do sequestro, investigadores trabalham com a hipótese de que o grupo pretendia vender ou entregar a criança a terceiros no Paraguai. A análise de celulares apreendidos pode confirmar ou descartar essa linha.

    Próximos passos da investigação

    Nos próximos dias, os três presos serão ouvidos pela Depca em Campo Grande. A delegacia também pretende colher novos depoimentos da mãe, da irmã e de testemunhas, além de solicitar perícias nos aparelhos eletrônicos recolhidos. A Polícia Civil não descarta novas prisões.

    Enquanto isso, Ayla permanece acolhida em uma unidade parceira do Conselho Tutelar de Ponta Porã. A partir de segunda-feira (10), a rede municipal de proteção social oferecerá atendimento psicológico à família. A Justiça da Infância deve decidir se a bebê volta imediatamente para a mãe ou se haverá medidas adicionais de acompanhamento.

    As autoridades paraguaias manterão cooperação para rastrear personagens que possam ter atuado do lado de lá da fronteira. Parte das investigações ficará sob sigilo para não comprometer diligências já em andamento.

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    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.