Henrique Donizeti Ferri, de 32 anos, foi preso na quinta-feira (16/7) depois de provocar um pouso forçado e incendiar o avião que pilotava na zona rural de Itarumã, no sudoeste de Goiás. A Polícia Militar afirma que o fogo foi ateado para eliminar vestígios de 343 kg de cocaína transportados na aeronave.
O incidente ocorreu na manhã de quarta-feira (15/7). Após tocar o solo numa fazenda, o piloto retirou a carga de droga, escondeu as sacolas em área de mata e, em seguida, utilizou um galão de combustível para colocar fogo no monomotor, segundo a corporação.
Busca e captura
Equipes do 5º Batalhão Rodoviário, Comando de Operações de Divisas, Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer) e Batalhão Rural participaram da caçada ao suspeito. Ferri permaneceu escondido na região até ser localizado no dia seguinte.
A prisão ocorreu depois que policiais abordaram um carro parado às margens da GO-206, por volta das 3h de quinta-feira. No veículo estavam o pai, a esposa e um amigo do piloto, todos de Ribeirão Preto (SP), portando grande quantia em dinheiro. A PM descobriu que o grupo pretendia resgatar Ferri, com quem se comunicava por telefone via satélite.
Rota do tráfico
Em depoimento, o piloto declarou que teve de pousar por causa de uma pane mecânica e revelou ter sido contratado para realizar três transportes de entorpecentes. A última viagem, interrompida em Itarumã, começou no Mato Grosso, próximo à fronteira com a Bolívia, e teria como destino a região de Frutal, em Minas Gerais.

Imagem: Internet
Ferri, os familiares e o amigo foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal de Jataí (GO).
Com informações de Metrópoles
