Federação PP-União deve adotar neutralidade na eleição fluminense e enfraquece chapa do PL

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    A federação formada por PP e União Brasil articula ficar neutra na disputa pelo governo do Rio de Janeiro, repetindo a postura que pretende adotar na corrida presidencial. A decisão, que aguarda aval do diretório nacional e pode ser sacramentada na próxima semana, tende a isolar a candidatura de Douglas Ruas (PL) e beneficiar o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD).

    Com a neutralidade, dirigentes, prefeitos e filiados dos dois partidos serão liberados para apoiar qualquer candidato. Juntas, as legendas elegeram cerca de um terço dos 92 prefeitos fluminenses em 2024 e detêm extenso tempo de propaganda no rádio e na TV, ativos cobiçados às vésperas das convenções.

    Rogério Lisboa (PP), ex-prefeito de Nova Iguaçu e anunciado em fevereiro como vice de Ruas, é aliado de Paes e, segundo interlocutores, pode migrar para o palanque do PSD caso a federação confirme a neutralidade. No início do ano, Lisboa chegou a ser cogitado para compor a chapa de Paes, mas acabou no PL quando o carioca exigiu apoio formal do PP, ainda integrado ao governo Cláudio Castro (PL).

    O cenário mudou após Paes fechar aliança com o MDB e escolher a advogada Jane Reis como vice. Mesmo assim, o PSD continuou a cortejar quadros do PP. No último domingo (12), Paes, o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, Lisboa e o presidente estadual do PP, deputado Dr. Luizinho, reuniram-se presencialmente para discutir o quadro eleitoral.

    Aliança da direita perde nomes

    Se a neutralidade for confirmada, apenas Douglas Ruas permanecerá na chapa formada em fevereiro ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL). Lisboa pretende disputar vaga na Assembleia Legislativa, enquanto os dois pré-candidatos ao Senado deixaram a corrida após problemas judiciais.

    Cláudio Castro ficou inelegível após condenação no caso Ceperj e duas operações da Polícia Federal. Já o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União) foi preso em flagrante por porte ilegal de fuzil. A sucessão de investigações preocupa lideranças do PP, que temem novos desgastes para a direita fluminense, inclusive para o União Brasil, partido de Canella e do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar.

    No início do ano, a expectativa do PL era manter o controle do Palácio Guanabara caso Bacellar assumisse o governo interinamente como presidente da Alerj. Porém, o Supremo Tribunal Federal decidiu que o cargo ficaria com o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, após a renúncia de Castro em março, frustrando o plano.

    Com o favoritismo apontado para Paes, o avanço de inquéritos policiais e a orientação de neutralidade nacional, a federação PP-União avalia que não se comprometer com a candidatura de Ruas é o caminho menos arriscado no estado.

    Com informações de O Globo

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.