Edinho Silva pede engajamento de ministros na defesa de Lula enquanto Planalto impõe freio às redes sociais

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    Brasília — O presidente nacional do PT e coordenador da campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, Edinho Silva, reuniu ministros na noite de terça-feira (16) para cobrar manifestações públicas de apoio ao governo, apesar das restrições impostas pelo período de defeso eleitoral.

    O encontro ocorreu na residência do ministro da Fazenda, Dario Durigan. Durante o jantar, Edinho tratou das expectativas da campanha, debateu a elaboração do plano de governo e reforçou a necessidade de cada pasta “defender seus feitos” sem violar a legislação eleitoral. O dirigente petista pediu que os titulares encontrem um “tom calibrado” para suas declarações, a fim de não atrair questionamentos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Controle de postagens

    Ao mesmo tempo, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) e a Advocacia-Geral da União (AGU) apertaram o monitoramento das redes sociais dos ministros. As orientações incluem:

    • arquivamento de fotos que exaltam o presidente Lula;
    • evitar novas publicações com teor semelhante;
    • restrições de horários para postagens;
    • proibição do uso de wi-fi governamental para conteúdo eleitoral.

    O objetivo, segundo Secom e AGU, é impedir que eventuais deslizes motivem ações judiciais que possam prejudicar a candidatura petista. A cautela, porém, tem provocado queixas de parte do primeiro escalão, que teme ver a militância desmobilizada ou fornecer pretexto para a baixa participação de aliados durante a campanha.

    ‘Não é hora de provar lealdade’

    Na semana passada, em reunião no Palácio do Planalto com secretários-executivos, Casa Civil e Secom reforçaram o pedido de cautela: “Não é hora de provar lealdade ao presidente Lula; tivemos três anos para fazer isso. Agora é hora de sermos diligentes para não impactar a campanha dele”, disse um dos interlocutores presentes.

    Temor de ações no TSE

    Integrantes do governo que defendem a rigidez lembram que a equipe jurídica de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula, está em alerta para acionar o TSE diante de qualquer infração. O tribunal é presidido por Kassio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro (PL). Embora Lula e o ministro mantenham relação cordial, aliados do petista seguem desconfiados quanto a possíveis decisões que afetem a disputa.

    As medidas de controle devem permanecer até o fim da campanha, enquanto ministros buscam equilibrar visibilidade política e cumprimento das regras eleitorais.

    Com informações de O Globo

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.