O governo brasileiro informou, na madrugada desta quinta-feira (16/7), que recorrerá aos mecanismos previstos na Lei de Reciprocidade depois de Washington anunciar a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos originários do Brasil.
Em nota oficial, o Palácio do Planalto classificou a medida norte-americana como um episódio que “marcará negativamente” a trajetória entre os dois países. “O dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável”, afirma o comunicado.
O texto também contesta a investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que apontou supostas práticas desleais do Brasil contra empresas e exportadores norte-americanos. Segundo Brasília, o procedimento carece de respaldo nas regras multilaterais de comércio.
De acordo com o governo, técnicos brasileiros apresentaram ao longo do ano documentos que, na avaliação de Brasília, refutam todas as alegações norte-americanas. “Não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país”, sustenta a nota.
O Planalto alega ainda que, nos últimos 15 anos, os Estados Unidos registraram superávit de US$ 424,5 bilhões na balança de bens e serviços com o Brasil. Durante as audiências públicas promovidas pelo USTR, 63 das 78 manifestações de representantes empresariais brasileiros e norte-americanos teriam se posicionado contra o aumento tarifário.
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Com a ativação da Lei de Reciprocidade, a equipe econômica estuda contramedidas comerciais que poderão atingir produtos importados dos Estados Unidos. Os detalhes da retaliação ainda não foram divulgados.
Com informações de Metrópoles
