A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira, 15 de julho, que o cliente “jamais soube” da intenção de tornar pública a carta lida e divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) nas redes sociais. A manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia solicitado explicações sobre possível violação de medidas cautelares impostas ao ex-chefe do Executivo.
No documento, os advogados ressaltam que Bolsonaro “segue fielmente” todas as restrições determinadas pela Corte e que não recorreu a terceiros para burlar a proibição de uso de redes sociais.
Argumentos da defesa
Segundo os representantes do ex-presidente, a referência feita por Flávio durante a leitura do texto “traduz manifestação exclusivamente do senador” e não foi previamente comunicada a Jair Bolsonaro. Ainda de acordo com a petição, a decisão de publicar a carta “decorreu de ato autônomo” de Flávio, sem ciência ou aval do pai.
Medidas determinadas por Moraes
No sábado, 11 de julho, Flávio Bolsonaro divulgou no X (antigo Twitter) e em outras plataformas digitais uma carta em que Jair Bolsonaro reafirma apoio à pré-candidatura do filho ao Palácio do Planalto nas eleições de outubro. Em resposta, Moraes concedeu 48 horas para a defesa se manifestar e, preventivamente, suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio ao pai.
Quando autorizou a prisão domiciliar temporária de Bolsonaro, em 24 de março de 2026, o ministro proibiu o ex-presidente de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente. A divulgação da carta levantou suspeita de descumprimento dessa ordem.
Imagem: Internet
Condenação e situação atual
Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por chefiar uma tentativa de golpe de Estado. Desde março deste ano, ele cumpre pena em regime domiciliar.
Com informações de Metrópoles
